Historial da AMEC Portugal

A Associação de Mediadores Ciganos de Portugal foi formalmente constituída no dia 24 de setembro de 2014. A sede nacional da Associação AMEC Portugal funciona na cidade de Beja, desde a sua fundação, através de um protocolo de cedência de instalações com o Município de Beja, que desta forma apoia a criação da associação.

A Associação surge na sequência do trabalho desenvolvido, desde 2009, no contexto de um conjunto de programas de formação e implementação de mediadores comunitários ciganos, promovidos pelo Alto Comissariado para as Migrações (ACM) — então denominado Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural (ACIDI), organismo afecto à secretaria de Estado da Cidadania e Igualdade — pelo Conselho da Europa e pela União Europeia, e envolvendo diversos municípios. O projeto-piloto lançado em 2009 visava colocar mediadores nos serviços das câmaras municipais, no âmbito de um programa de formação em contexto de trabalho, com o objetivo de contribuir para melhorar a comunicação entre as comunidades ciganas e a comunidade envolvente. Seguiu-se o programa Romed, que conheceu uma primeira edição em 2011/2013 e uma segunda edição com início em 2014. Há casos em que o município mantem o vínculo com o mediador após o termo do programa.

Do trabalho desenvolvido ao longo do seu percurso formativo e no terreno, surgiram necessidades que apontaram para a importância de constituição de uma associação dos mediadores ciganos portugueses. Esta associação é constituída para responder, entre outros, aos objectivos de representar e promover a ação de mediadores ciganos portugueses nas áreas da educação, habitação, saúde, formação, emprego e gestão de conflitos; estabelecer parcerias com organizações nas suas respetivas áreas de atuação, ao nível local, nacional; promover a formação de novos mediadores; e facultar apoio jurídico.

Prudêncio Canhoto, mediador de Beja a exercer funções desde 2009, foi eleito Presidente da AMEC. O trabalho deste mediador tem sido reconhecido a todos os níveis e é frequente prestar o seu apoio a outras autarquias, além da sua intensa experiência em mediação comunitária num dos concelhos mais problemáticos do país relativamente à situação social e política das comunidades ciganas.